O valor da inclusão


Quase seis meses antes de que no Chile entrasse em vigor a nova Lei de Inclusão no Trabalho, cuja finalidade é “promover uma inclusão no trabalho eficaz das pessoas portadoras de deficiências, tanto no âmbito público como no privado” e que estabelece que as empresas com 100 ou mais trabalhadores devem ter 1% do pessoal com essa condição, a CMPC começava a se preparar para a nova regulamentação.

Em 17 de novembro de 2017, a empresa deu as boas-vindas a quatro jovens que fariam, a partir desse momento, parte da área de Recuperação da empresa na planta de Embalagens Impressas localizada na comuna de Buin, na região metropolitana.

Nicolás e Luis Seguel são irmãos e são portadores de uma deficiência cognitiva, tal como Bryan Mosqueira. Rodrigo Muñoz, por sua parte, é portador da síndrome de Down. Porém, isso não foi nenhum impedimento para que os quatro jovens sejam uma verdadeira contribuição para a empresa ao realizar trabalhos que as máquinas não podem fazer, como separação, colado e seleção de caixas; processos necessários para a correta entrega de produtos aos clientes.

Apesar de que esse plano piloto pertence só a Embalagens Impressas, ele é vinculado à política global da CMPC, onde 130 dos 17 mil trabalhadores portam alguma deficiência (120 homens e 10 mulheres).